Apesar do filme ser baseado no livro de Mary Shelley, quando o diretor Guillermo Del Toro leu o livro, ele quis fazer um filme sobre o que a leitura permitiu dele encontrar um outro caminho para o personagem central da história, Frankenstein. Por isso, o filme é uma mistura de gênero, muito diferente dos filmes de James Whale de 1931, de Kenneth Branagh de 1994 e de muitos outros. Del Toro mergulhou num mundo que mistura num mundo gótico de fantasia, horror, mas de psicologia ao tratar de temas de humanidade como a culpa, amor, dor e perdão. Del Toro identificou o seu filme muito menos como de terror, muito mais como a relação entre pai e filho. Por isso, pouco importa se a história contada por Del Toro se passa no ano de 1857 e de repente aparece um cena uma dinamite, só inventada por Alfred Nobel em 1866. O filme mostra que muitas vezes as cicatrizes que carregamos ao longo da vida, se deve muito mais a própria incapacidade de praticar o perdão, muitas vezes capaz de curar as feridas produzidas numa existência. Num mundo atual de confrontos e desentendimentos, o filme de uma época gótica, talvez nos estimule a pensar no perdão, pois ele tem a capacidade de alimentar a esperança e trazer a paz. FRANKENSTEIN, a nossa dica cinematográfica disponível na plataforma Netflix.